sábado, 3 de julho de 2010


VOLTA

 José Gil
Devagar o texto organiza-se
contra a parede do sentido.
Volta. Inquietos os lábios
inventam o chão, os dedos
tocam a febre que te leva
solta ao cavalo que te espera

na pedra nua do leite
da parede que te bate
contra o limbo da noite
a noite dos dedos a noite
da mão – um só corpo
sentado nu na estrada do
fogo verde, o triangulo
do texto migrante ao
sabor do vento sem eixo
acinoma, descubro o presente
a identidade, o território da
dádiva, na cabeça o beijo

a musica, então  a sílaba
inventa o bloco transparente
do texto e da noite no arco
transversal ao corpo, deleita-se
na tua margem nua, o seio


Um comentário:

  1. ADOREI... QUE MAIS DIZER? ADOREI!
    PARABÉNS
    ELANE Tomich

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